Cemitério Vertical de Curitiba celebrou o Dia das Mães com homenagens

Evento gratuito reuniu famílias de toda Curitiba no último domingo em uma celebração que transformou o luto em celebração da presença que permanece.
No último domingo, dia 10 de maio, o Cemitério Vertical de Curitiba abriu suas portas para mais uma edição do seu tradicional evento de Dia das Mães — e o que aconteceu ao longo do dia, confirmou o que a instituição tem construído ao longo dos anos: 

É possível transformar uma data marcada pela saudade em um momento de celebração genuína, acolhimento e conexão entre famílias.

Com o tema “O Essencial, ela me ensinou a ver”, inspirado na obra atemporal de Antoine de Saint-Exupéry, a programação de 2026 foi a mais completa já realizada pelo Vertical para a data — e o resultado foi um dia inteiro de emoção, música, memória e presença.

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

Essa frase, que Saint-Exupéry colocou na boca do Pequeno Príncipe há mais de oitenta anos, guiou cada detalhe do evento — e as famílias que passaram pelo Vertical no domingo sentiram isso em cada espaço, em cada gesto da equipe, em cada acorde do violino.

Uma manhã de acolhimento e fé.

A abertura às 8h30 deu o tom do que seria o dia: a apresentação do Duo de Piano e Voz no Auditório Central criou uma atmosfera suave e acolhedora que recebeu as primeiras famílias com a delicadeza que a data exige.

 

Às 10h, o Auditório Central foi palco da Missa Solene em homenagem às mães, celebrada pela Paróquia Santa Bertila. O espaço ficou repleto de famílias que escolheram celebrar o Dia das Mães dessa forma — reunidas, em silêncio e fé, honrando quem partiu.
O momento mais esperado da manhã chegou às 11h15: a primeira sessão das “Cartas que o Coração Escreve”.  Ao som suave do violino, as cerimonialistas do Vertical leram cartas personalizadas para as mães homenageadas — cartas construídas a partir do que cada família contou sobre quem ela foi, sobre o que ela deixou, sobre onde ela ainda está. O silêncio que tomou o auditório em alguns momentos disse mais do que qualquer palavra poderia.

  

Um dia inteiro de experiências e memória.

Das 9h às 18h, o espaço interno do Vertical se transformou em um percurso afetivo com múltiplas experiências criadas especialmente para o conceito do evento.
O Jardim das Rosas reuniu centenas de flores com nomes escritos à mão pelas próprias famílias — porque, como o Pequeno Príncipe descobriu, entre todas as flores do mundo há uma que é insubstituível. A instalação cresceu ao longo do dia e se tornou um dos espaços mais fotografados e mais silenciosamente emocionantes do evento.
A Estação Sensorial “O que os olhos não veem” convidou os visitantes a encontrar a presença da mãe onde os olhos não chegam: nos aromas, nas texturas, nas imagens de gestos maternos universais. Muitas pessoas saíram desse espaço sem falar nada — e isso já era a resposta mais completa possível.

 

“Os Sons do Coração” levaram o violino para os espaços mais íntimos do cemitério — ao som de músicas escolhidas pelas próprias famílias, tocadas ao vivo perto do lugar de descanso de cada mãe homenageada. Uma homenagem personalizada que, para quem vivenciou, será difícil de esquecer.

“A Tenda do Céu Estrelado,” inspirada na passagem do Pequeno Príncipe em que a raposa diz ao Príncipe que uma das estrelas vai rir para ele, criou um dos momentos mais compartilhados nas redes sociais do dia — um espaço imersivo que lembrou a todos que quem amamos nunca está realmente distante.

“O Cantinho do Chá,” o “Painel de Homenagens” e a segunda sessão das “Cartas que o Coração Escreve”, às 16h15, completaram uma tarde que chegou ao fim com o jardim ainda cheio de famílias que não tinham pressa de ir embora.

Toda a programação de homenagens foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do Vertical, alcançando famílias que não puderam comparecer presencialmente.

 

O que fica

Mais do que uma programação bem executada, o que o Vertical construiu no último domingo foi um argumento vivo para o que a instituição acredita: que os espaços de memória podem — e devem — ser lugares de celebração da vida.

O ESSENCIAL ELA ME ENSINOU A VER.

O que ficou dela não se vê. Se sente. E neste domingo, muitas famílias saíram do Cemitério Vertical tendo visto, talvez com mais clareza do que em muito tempo, exatamente isso.