Todo pet merece uma mãe

Num domingo dedicado às mães, entre homenagens e memórias afetivas, um espaço do Cemitério Vertical de Curitiba ganhou um movimento diferente: cães abanando o rabo, olhos curiosos e pequenas patas à espera de um lar. Essa foi a 11ª edição da Feira Social Pet.

A campanha desta edição foi “Todo pet merece uma mãe”, o que fez sentido com quem estava ali para homenagear uma mãe ou filho que se foi, adotar um animal pode ter sido uma forma de continuar amando, de honrar quem partiu através de um Buffer novo vínculo que pulsa, late e aquece.

Ao longo do dia, dezessete cães encontraram família. Dezessete famílias saíram dali com um novo companheiro nos braços — muitas com os olhos marejados, não sós de saudade, mas de uma alegria que não se esperava encontrar nesse lugar.

Mais do que adoção

A feira foi além da adoção. O evento reuniu arrecadação de ração, roupinhas e acessórios para pets em situação de vulnerabilidade, coleta de livros e materiais recicláveis em parceria com o Reciclando com Amor, e expositores com produtos pet que apostam no consumo consciente.

A adoção aconteceu em parceria com a Me Audote da Ana Maso, e foi acompanhada de um bate-papo conduzido pelo Dr. Marcelo Andretta e pela protetora Ana Maso, uma conversa prática sobre os primeiros cuidados com o novo animal: como ler seus sinais, organizar a rotina de saúde e criar um ambiente acolhedor.

Porque amar com responsabilidade é também isso: saber cuidar depois que a emoção do primeiro momento passa.



O que fica

O tema do nosso Dia das Mães este ano foi “O essencial ela me ensinou a ver. O que ficou dela não se vê. Se sente.” E a Feira Pet, de um jeito inesperado, tocou exatamente nessa mesma frequência.

O essencial não estava nos detalhes visíveis do evento. Estava no cachorrinho que finalmente encostou a cabeça no colo de alguém. Na família que foi homenagear uma mãe e voltou para casa com uma vida nova para cuidar. No amor que, de formas diferentes, continua.